
“O vento” é sempre o mesmo
Mas sua resposta é diferente
Em cada folha.
Somente a árvore seca
Fica imóvel
“Entre borboletas e pássaros.”
Cecília Meireles
Mas sua resposta é diferente
Em cada folha.
Somente a árvore seca
Fica imóvel
“Entre borboletas e pássaros.”
Cecília Meireles
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“É importante aumentar a quantidade de vida, ou seja, a longevidade, como também é importante melhorar a qualidade desta vida.”
Nelson Rodrigues Junior
Nelson Rodrigues Junior

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Falar na sexualidade do idoso na contemporaneidade é um assunto sempre em pauta não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Como cada vez mais, a medicina tem progredido e logrado êxito na busca da saúde e do bem-estar das pessoas. A longevidade é hoje um fenômeno observado mundialmente e, atualmente, as pessoas têm se preocupado cada vez mais com a qualidade de vida na velhice, e, “envelhecer com saúde” é hoje o lema de todos.
No mundo globalizado em que vivemos, a qualidade de vida na terceira idade é um dos assuntos que mais interessam à população. Inúmeros são os meios de informação que vão desde revistas a sites na internet que tratam sobre o tema. Assim sendo, vários segmentos e profissionais de diversas áreas, em especial os que lidam com a psique humana têm se preocupado com a questão.
No Brasil, que até bem pouco tempo atrás era considerado um país de jovens, a preocupação com a velhice está na ordem do dia. Uma verdade é inegável: a população brasileira está envelhecendo. E envelhecendo muito bem, diga-se de passagem. Pessoas idosas estão na televisão, nas ruas, nos cinemas, nas academias, nas escolas, nas universidades, nas agências de turismo, nos sites de relacionamentos, enfim nos mais diversos setores e espaços da nossa sociedade.

A velhice não é uma etapa da vida que se apresenta sempre da mesma forma ou que represente uma realidade definida. Apesar de a velhice ser um fenômeno biológico, o organismo do idoso condiciona-se a uma peculiaridade, diferentemente do que ocorre com outras espécies, na medida em que acarreta conseqüências psíquicas e psicológicas.
A trajetória do ser humano é um somatório das experiências vividas, dos valores aprendidos, das metas alcançadas, sobretudo, da compreensão e das interpretações pessoais que cada um tem do mundo em que vive. A velhice, tal como a infância, a juventude e a idade adulta é circunscrita como uma etapa de transformações, de perdas e de ganhos, tanto física como biológica, emocional, psíquica e sexual. Em relação à sexualidade é importante lembrar o pensamento de Wolber Alvarenga: “Não existe senso comum a respeito do sexo,” ainda mais com os indivíduos geriátricos. Em linhas gerais, notamos que se dá uma perda na quantidade desta reposta; entretanto, podemos observar melhora na qualidade. É a velha história: em toda perda há um ganho. “Em todo ganho há uma perda, em toda perda há um ganho. Se eu fico no que perco, eu perco o que ganhei!”

Como na atualidade, os seres humanos têm chegado à velhice em melhores condições físicas e de saúde, graças ao progresso das ciências, da medicina, da biologia, na prevenção e controle das doenças, estão, portanto, mais aptos a usufruir da sexualidade. E, em relação à sexualidade da mulher no processo de envelhecer , tema do presente artigo nós observamos que tem continuamente crescido o número destas mulheres que vêm se empenhando na busca dos mais diversos tratamentos, sejam eles medicinais, alopático-homeopáticos, tratamentos milenares como ioga, como também procuram cada vez mais apoio em terapias e grupos de terceira idade.
Todo este empenho na busca de uma melhor qualidade de vida tem como conseqüência o fato de que hoje podemos observar que as mulheres idosas encaram a meia-idade com viço, vigor e vida sexual muito mais ativa, comprovando que a idade pode até diminuir o desejo, mas não é nem de longe o fim da linha.
GRAÇAS A DEUS!

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